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13/09/08

Cãozinho perdido pára o trânsito no RS.

Pecuarista enfrentou o trânsito de avenida de Passo Fundo para salvar filhote Contrariando o ditado, um homem se tornou o melhor amigo de um cãozinho perdido em meio a uma avenida movimentada.

Opersonagem da cena de um minuto captada pelas lentes do fotógrafo Jean Pimentel e publicada por Zero Hora na edição de sábado (no detalhe) é o pecuarista Mauro Fontana. Para salvar de um atropelamento iminente o filhote desorientado, ele parou o trânsito de Passo Fundo na tarde de sexta-feira. Natural de Santo Ângelo, Fontana, 43 anos, estava de carona com um amigo, o universitário Marcos Cassiano, 37 anos.

Os dois estavam em um Corsa. No meio da Avenida Brasil, a mais movimentada do município do norte do Estado, viram a cena. Atordoado, um cãozinho com menos de um palmo de altura e pêlo caramelo tentava atravessar em meio aos carros que passavam. Ele avançava, um carro buzinava, ele recuava, tentava de novo, outro motorista gritava, e estava criada a confusão. Ao ver o bichinho aflito no meio da rua, Fontana, que criava sete cães em casa antes de se mudar para um apartamento, não vacilou. – Pára! Pára este carro! – ordenou ao amigo.

O motorista parou o Corsa no meio da avenida, onde outros carros já haviam freado para evitar o atropelamento. Fontana desceu, caminhou até o cachorro, pegou o animal no colo e o levou até a calçada. Sem terem visto o salvamento, motoristas passaram buzinando, reclamando do que julgavam ser uma pessoa atravancando o trânsito. Ninguém apareceu para reclamar a posse do filhote. Já na calçada, Fontana foi abordado por um homem de bicicleta. Depois de ver a cena, perguntou o que ele faria com o cão.

Como não pensava em levar o bichinho para Santo Ângelo, entregou o animal ao desconhecido, que prometeu dar o cãozinho aos filhos. Fontana voltou para o carro, já estacionado, e seguiu seu rumo. Para o animal, os 60 segundos valeram a vida. Para Fontana, divorciado e pai de dois filhos – de 24 e 23 anos –, o ato foi uma confissão de amor aos animais. – Fiz a minha parte.

Como eu podia deixar um animal daquele tamanho lá para ser morto? leandro.belles@zerohora.com.br LEANDRO BELLES | Passo Fundo/Casa Zero Hora

 

Fonte: leandro.belles@zerohora.com.br

 
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